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NÓS AGOSTINIANOS > CARISMA
Interioridade: A busca de Deus

A experiência humana e espiritual de Santo Agostinho pode ser sintetizada da seguinte forma: busca intensa da Verdade,
de Deus; e, tendo-O encontrado, a ele dedicar-se inteiramente em comunhão com os irmãos. A busca de Deus é
Leit-motiv,
o motivo-guia, o fio condutor da espiritualidade de Agostinho. E busca de Deus, para Agostinho, identifica-se com busca da Verdade. Mas não diz respeito somente a quem busca verdades sobre as coisas, ou a quem ainda não tem fé, nem a quem ainda não encontrou em Cristo a verdade de sua existência. Também não se trata unicamente de atividade do pensamento. Trata-se de uma atitude de fé em constante busca de Deus; é uma realidade existencial; envolve mente e coração; o ser em sua totalidade em empenho constante de busca.

A realidade de Deus é, de fato, tão insondável que jamais poderá ser conhecida em completude nesta vida. Mais se busca Deus, mais se encontra Deus; mais se encontra Deus, mais se ama Deus; mais se ama Deus, mais cresce o desejo de buscá-lo. Encontrar Deus é encontrar a felicidade. Por esta, de fato, se vive e se labuta, porque é encontrar o senso pleno da própria existência. Diz Agostinho: ''fizeste-nos, Senhor, para ti, e nosso coração está inquieto enquanto não repousar em ti'' (Confissões 1,1). A inquietude é movimento de busca, desejo de quietude. Mas como buscar e onde encontrar Deus? Pela via da interioridade, diz Agostinho, mediante a contemplação, diríamos hoje. ''Não saias fora de ti, volta-te a ti mesmo; a verdade habita no homem interior, e, ao dar-te conta de que tua natureza é mutável, transcende a ti mesmo... Busca, então, chegar lá onde a própria lâmpada da razão recebe luz'' (A verdadeira religião 72).

A interioridade é, então, um movimento para dentro de si mesmo, não para exercitar o movimento dos próprios pensamentos, mas para ouvir-se, ver-se e, ao se encontrar a própria mutabilidade, sair de si mesmo para ascender à luz de sua razão, aquele que a ilumina e lhe fala na consciência. Parece que Agostinho se dirija exatamente ao homem de hoje, a nós, alienados de nós mesmos, de nossa dignidade, em desordenada busca de nossa identidade, transtornados por tantas coisas que nos circundam e atraem nossa atenção, iludidos em vãs tentativas de preencher o vazio interior, vazio de Deus.

Somente quando tivermos encontrado a nós mesmos, ensina-nos Agostinho, quando tivermos reconquistado nossa humanidade perdida, livrando-a da escravidão de paixões transitórias, poderemos reencontrar também Deus e, daí,
a felicidade. Por isso, na Regra, ao falar da relação que o Servo de Deus, o religioso, deve ter com as coisas que o
circundam, Agostinho expõe um áureo princípio: ''é melhor ter menos necessidades que possuir mais coisas'' (
Regra 3,18).

O exercício da interioridade agostiniana é, então, em seu processo de busca, libertação da escravidão das coisas
(do materialismo e do edonismo) e recuperação de si mesmos para poder se encontrar com Deus em si mesmos, para encontrar a Verdade e viver em conformidade com a mesma. É oração e contemplação; um modo novo de colocar-se
diante do Absoluto, de si mesmo e das coisas; via de esperança que Agostinho aponta para o homem de hoje.

 

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centro de promoÇÃO VOCACIONAL - osa
ENCONTRO VOCACIONAL AGOSTINIANO REGIONAL - 10 e 11 DE MARÇO EM SÃO JOSÉ
DO RIO PRETO (SP)

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